MARIO FRAGA

Nascido em 1947, no Rio de Janeiro. Ainda criança, se interessou pelo desenho e aos 13 anos foi apresentado a Augusto Rodrigues, que o encaminhou para a Escolinha de Arte do Brasil. O desenho e a pintura passaram a ser parte importante da sua vida.

 

Mais tarde, formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fez Pós-Graduação em Planejamento Urbano no Ministère des Affaires Etrangères de Paris na França.

 

Foi professor de Linguagem Visual do curso de Arquitetura da Universidade Santa Úrsula e PUC-RJ, secretário geral da Sociedade dos Amigos do Museu do Inconsciente, conquistou, em parceria com a arquiteta Carla Juaçaba, o Prêmio do Instituto de Arquitetos do Brasil, em 2012, pelo projeto e construção de seu Atelier-Residência no Itanhangá, no Rio de Janeiro.

 

Mario Fraga trabalha principalmente com pintura em suportes diversos. Já participou de inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. 

 

CURRÍCULO

CURRÍCULO RESUMIDO

 

1971 -  Arquiteto pela faculdade de Arquitetura e Urbanismo - UFRJ.

1972/1973 -  Pós-graduação em Planejamento Urbano - Ministère des Affaires Étrangères, França.

1974/1975 - Curso de Cinema - École Louis Lummière, Paris, França.

1977 - Curso Didática aplicada ao ensino superior. NUTES / CLATES – UFRJ.

 

ATIVIDADES

2004/2016 - Professor de Linguagem Visual – Arquitetura, PUC -RJ.

2002/2005 - Secretário Geral da Sociedade dos Amigos do Museu do Inconsciente.

1999/2002 - Projeto e realização da obra IN VITRO-ANHANGABAÚ, para o metropolitano de SP.

1998/2000 - Projeto e construção de Atelier-Residência no Itanhangá-RJ em parceria com a arquiteta Carla Juaçaba. Prêmio do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil-RJ) 2002.

1998 - Realização de painéis IN VITRO para a galeria do Fórum de Ipanema, no Rio.

1997 - Leciona o curso “O Espaço Poético”, na Fundação Oscar Niemeyer, RJ. Interferência pictórica em fachadas do projeto de Claudio Bernardes em Angra dos Reis.

1993/1997 - Realização de painéis IN VITRO para residências e para o mezanino do hotel da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, Guarujá.

1989/1992 - Projeto e desenvolvimento da pesquisa IN VITRO  - realização de vídeo e livro sobre o processo de criação IN VITRO. Apoio Blindex.

1982/1995 - Professor de Plástica na Arquitetura – Universidade Santa Úrsula-RJ.

1977/1978 - Diretor do setor Áudio-Visual do NUTES/CLATES – UFRJ. Realização de filmes16mm, Vts  e áudio- Vvsuais na área da Saúde. Organização e desenvolvimento do curso “Introdução aos meios áudio-visuais em educação”.

1973/1974 - Correspondente de assuntos culturais do “Caderno B” do Jornal do Brasil em Paris, França.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS  

       

2012 - “Linha de Terra”, Largo das Artes, RJ

2005 -  “Pinturas”, Museu de Arte Moderna, BA.

2003 -  “Pinturas”, Paço Imperial, RJ.

1992 -  “IN VITRO”, MASP, SP.

1991 -  “IN VITRO”, MAM, .RJ. Realização de vídeo, direção de Mario Carneiro.

1988 -  “Eclipse”, Petite Galerie, RJ - Realização do vídeo “Eclipse”.

1986  - “Pinturas”, Petite Galerie. RJ - Realização do vídeo “Olho d’Agua”.

1984 - “Pinturas”,  Brazilian Center, Londres. Inglaterra.

1983 - “Pinturas”  Palácio das Artes - Belo Horizonte.

1982 -  “Pinturas Mario Fraga” Galeria Bonino - RJ.

1981 -  “Pinturas Mario Fraga” Espaço Cultural Brasileiro, Lisboa. Portugal e na Universidade de Évora. Portugal.

1980 - “Pinturas Mario Fraga” Galeria Casa do Brasil, Roma, Italia e Instituto Estatal de Arte de Roma, Italia.

1978 - “Pinturas Mario Fraga”, Galeria Bonino,  RJ.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

2016 - “Arqueologia Pessoal”, Santa Teresa, RJ

2005 - ”Encore moderne? Architecture Brésilienne”, em Paris, no IFA  (Institut Français d´Architecture) - Projeto Residência Atelier.

1987 - Participação no 8º “O Rosto e a Obra”. Galeria do IBEU, RJ.

1979 - 36º Salão Paranaense, Curitiba.

2º Salão Nacional de Artes Plásticas - MAM . RJ.

 

ENTREVISTA

ENTREVISTA PARA MARCIO DE OLIVEIRA FONSECA

arteseanp.blogspot.com

 

Quem é  Mario Fraga?

Nasci no Rio de Janeiro, em 7 de julho de 1947, filho do médico e professor, Clementino Fraga Filho e Izar Gordilho Fraga, ambos de família bahiana.

Estudei em diversos colégios e cursei Arquitetura na faculdade de Arquitetura e Urbanismo  da UFRJ, formando-me em 1971. Entre 1972 e 1974, fiz pós-graduação em Planejamento Urbano na França, onde vivi até 1976, tendo também frequentado o curso de cinema da Ecole Nationale Supérieure Louis-Lumière.

Sou casado com a artista visual Clarisse Tarran, com quem vivo no Itanhangá, Rio de Janeiro.

 

Quando você começou a se interessar sobre arte e qual foi a reação familiar? Qual foi sua formação artística?

 

Na infância comecei a me interessar pelo desenho. Alguns tios, conhecedores do assunto, me incentivaram, abrindo-me os livros de arte. Esta motivação só fez crescer ao longo dos anos e aos 13 anos fui apresentado a Augusto Rodrigues que me encaminhou para a Escolinha de Arte do Brasil. Me lembro que daí em diante nunca mais parei.

Frequentei também o ateliê de José Paulo Moreira da Fonseca, onde fui apresentado à pintura à óleo. Um momento muito importante foi quando meu pai, inquieto com a minha opção, apresentou-me ao critico Clarival do Prado Valadares, seu amigo de longa data, que tornou-se meu grande incentivador e acompanhou meu percurso até o fim de seus dias. Foi a partir desse encontro que a coisa começou a ficar séria. Recordo-me, de uma viagem que fiz à Bahia aos 15 anos, onde o meu interesse principal era desenhar e pintar imagens do barroco baiano. Devo citar meu amigo de infância, Manuel Messias, grande artista e gravador, com quem ficava desenhando longas horas, enquanto os outros amigos jogavam bola ou brincavam na rua.

O curso de história da arte na faculdade de arquitetura enriqueceu meu olhar e aprofundou meus conhecimentos sobre o assunto.

Neste caminho alguns grandes e saudosos amigos foram importantíssimos em minha evolução. Posso citar, Sergio Bernardes (pai e filho), Claudio Bernardes, Lygia Pape, Mario Carneiro, Luís Otávio Pimentel, Raymundo Colares, Rubens Maia. Alguns ainda estão aqui perto, como Umberto Costa Barros, Sheila Dain e Luiz Carlos Mello, que até hoje contribuem com o seu olhar.

Que artistas influenciaram seu pensamento?

Ao longo dos anos foram muitos. Bem no início foi Paul Gauguin, Vincent Van Gogh, Paul Cézanne, depois, Aluísio Carvão, Alfredo Volpi, Antoni Tàpies, Anselm Kiefer, Mark Rothko, enfim, são muitos…

Como você descreve seu trabalho?

O meu trabalho está em constante mutação. Hoje ele é experimental em sua essência, utiliza-se de materiais não convencionais em busca de questões pictóricas cujo elemento de ligação é a relação com a terra.

Qual a importância da exposição atual no Largo das Artes?

Nesta exposição a questão espacial foi fundamental na elaboração do trabalho, suas dimensões e quantidades. Como nas últimas exposições, notadamente a do MAM-RJ em1991, as dimensões do lugar determinavam a escala das obras, a ocupação do espaço expositivo e sua montagem.

Embora contendo obras realizadas a partir de 2005, a mostra atual é resultado de um pensamento objetivo, amadurecido no último ano sob as questões espaciais do local.. 

 

É possível viver só de arte no Brasil?

Certamente tem gente vivendo muito bem disso.

 

O que você estuda? Como você se atualiza?

Não estudo nenhum assunto específico, me interesso por alguns e leio bastante. Atualmente estou lendo Gastón Bachelard, “A Terra e os Devaneios da Vontade”, leitura que certamente enriqueceu meu pensamento sobre a matéria.

Penso que hoje, com o excess de informação o importante é editá-las. Nós estamos sendo atualizados com tanto imediatismo que começam a ficar pra trás, valores universais.

 

Você é arquiteto e professor, como isso interfere em seu trabalho?

Como arquiteto, sou autor de uma única obra. A casa onde moro. Premiada pelo IAB-RJ em 2002. Como professor, tenho grande prazer na interação com os jovens, com os quais me enriqueço e atualizo. Em alguns momentos me questiono como seriam as minhas respostas  aos problemas que proponho aos alunos. As respostas deles por vezes são surpreendentemente criativas.

 

Ser casada com uma artista (Clarisse Tarran) ajuda ou atrapalha seu trabalho?

Claro que ajuda. Você conhece Clarisse, Marcio. Uma mulher inteligente e ativa como ela é uma colaboradora inestimável. Sem a qual não existiria esta exposição no Largo.

 

Quais são seus planos para o futuro próximo e distante?

 

Na minha idade, não faço planos nem para o futuro próximo, quanto mais para o distante.

 

Como você aproveita o seu tempo livre?

Todo meu tempo é livre, exceto terças e quintas, quando dou aula na PUC. Assim, aproveito o tempo fazendo as coisas que gosto . No ateliê, na leitura, quando tem bom tempo, na piscina nadando, indo ao cinema e quando posso viajo, de preferência para Belém do Pará.

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