pintura 

SOBRE TELA

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Parágrafos

Ponto: um quadro não é um quadro. O que é a pintura? É ação. É luz da ação conforme se determina intermitentemente. Montemos no ar que o vapor nos acolherá: - Para-grafias. Com que sinais a faríamos sem luzes? Um estímulo à tela, da incidência virtual d’outros acidentais focos que lhe venham calhar. O que é um pintor? Não é pintor. Um quadro não é um quadro. Não é saudade de nenhum quadro. Quadros são mapas projecionáveis do ladrilho, ao mural do imaginário de tais “telas”. A pintura é fundo de tela. Pontos, traços, manchas. Elas dizem de muros e luzes-Tatos do ser. Cristais da malacaxeta feitos de planos. É pintura... É pintura. Por isso as circunvelográficas tintas frestadas de pigmentação se põe a servir de visões pulmonares.

Ponto: fonema galeria como pulmão feito de bandas de cores: tempo e espaço cozinhados em sua vista. Ampliações de micro.

Um quadro não é um quadro: um quadro não é parede d’um quadro/láctero. É necessário para vê-lo, um desalinhavo perspectivista, uma desconvergência diante dos traços, dos pontos.

Penso que a pintura já não pode dar a si íntimo significado: não é quadro.

Observar as tintas aplicadas por Mário Fraga é como uma síndrome do vistáctil.

São poros.

Para que falar de influências e referências? Para que enunciar artes gastas e imprensadas? O ponto é enunciação dos pontos e vírgulas, 2 pontos, 3 pontos, aspas. Pulmão e vista se combinam aqui nestes banhos de luz...

 

Luiz Otávio Pimentel

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